Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
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A dois dias do 2º turno, pesquisas mostram disputa apertada e queda na rejeição a Lula

Real Time e Alfa dão Flávio à frente, Vox Brasil aponta Lula; na Quaest, medo da volta dos Bolsonaro volta a superar o da reeleição do presidente

Por Redação · 4 min de leitura
A dois dias do 2º turno, pesquisas mostram disputa apertada e queda na rejeição a Lula
Fotos: Lula Oficial e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Três pesquisas divulgadas nesta sexta-feira (23), a dois dias do segundo turno, confirmam que a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue apertada. Real Time Big Data e Alfa Inteligência mostram Flávio com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. Já a Vox Brasil aponta Lula à frente, com 50,6% a 49,4%. Na quinta-feira (22), o Datafolha havia registrado 50,54% para Flávio e 49,46% para Lula, um empate em 50%.

Na Alfa, que ouviu 2.700 eleitores entre 18 e 22 de outubro (margem de 1,9 ponto, registro BR-08496/2026), Flávio tem 49,9% dos votos totais e Lula, 46%. A diferença subiu de 2,9 para 3,9 pontos em relação à rodada anterior. A Real Time Big Data fez 2.000 entrevistas por telefone entre 19 e 22 de outubro (margem de 2 pontos, BR-09670/2026). A Vox Brasil ouviu 2.100 eleitores em casa entre 20 e 22 de outubro (margem de 2,15 pontos, BR-03259/2026) e registrou Lula com 45,4% e Flávio com 44,3% dos votos totais.




Rejeição de Lula cai

Se a intenção de voto oscila pouco, a rejeição mudou de forma mais clara na última semana. Na Quaest, a parcela de eleitores que não votaria em Lula de jeito nenhum caiu de 53% para 47% entre as rodadas de 14 e 21 de outubro. A de Flávio recuou menos, de 54% para 52%, e ele passou a ser o candidato mais rejeitado na pesquisa.

O Datafolha mostra movimento parecido: a rejeição de Flávio subiu de 44% para 46%, e a de Lula caiu de 46% para 45%. Na Vox Brasil, Flávio é rejeitado por 47,1% e Lula, por 44,8%. A exceção é a Alfa, em que Lula tem 45% de rejeição e Flávio, 44%.



Medo da volta dos Bolsonaro

A Quaest também perguntou o que o eleitor teme. Na rodada divulgada na quarta-feira (21), 44% disseram ter medo da volta da família Bolsonaro ao poder, e 42%, medo da reeleição de Lula. É a primeira vez desde agosto que o medo dos Bolsonaro supera o de Lula. Na rodada anterior, de 14 de outubro, o resultado era o inverso: 44% temiam a continuidade de Lula, e 42%, a volta dos Bolsonaro. A diferença está dentro da margem de erro de 2 pontos. A pesquisa foi contratada por O Globo e TV Globo, ouviu 2.154 pessoas entre 17 e 20 de outubro e está registrada sob o número BR-08535/2026.

O “Exército do Lula”

A mudança no humor do eleitorado coincide com a ofensiva digital da campanha petista no segundo turno. O principal símbolo é o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o mesmo que comandou a estratégia de redes de Lula em 2022. O canal tinha cerca de 50 mil inscritos antes do primeiro turno. Chegou a 1,8 milhão em 7 de outubro, a 3,3 milhões no dia 11 e passou de 4 milhões dias depois. A própria mobilização afirma ter ultrapassado 8,2 milhões de participantes na véspera do debate da Globo.

Só Janones publica no canal, principalmente áudios e “missões”: compartilhar conteúdos, publicar ao mesmo tempo e convidar novos contatos. A ofensiva inclui ainda influenciadores, comunidades de fãs de artistas pop e o movimento Vira-Voto, que aposta em conversas presenciais com indecisos. Na quinta-feira (22), Lula participou de uma live com o deputado.

O canal também virou disputa judicial. Em 11 de outubro, a pedido da campanha de Flávio, que acusa Janones de espalhar desinformação, o presidente do TSE, Nunes Marques, mandou suspender o canal. No mesmo dia, o corregedor-geral eleitoral, Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem e liberou o canal, que não pode repetir conteúdos já considerados ilícitos pela Justiça Eleitoral. Janones nega as acusações, e a ação segue em tramitação.

As pesquisas não medem o efeito isolado de uma estratégia de campanha. Mas a queda da rejeição de Lula aconteceu justamente na semana de maior crescimento da mobilização nas redes.

Quaest e Datafolha divulgam os últimos levantamentos no sábado (24). Nesta sexta, Lula e Flávio fazem o último debate, na TV Globo, às 21h20 de Brasília (19h20 no Acre).

Fontes desta matéria

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